As distonias são distúrbios neurológicos de movimento, em que um músculo ou um grupo muscular do nosso corpo se contrai de forma involuntária, repetitiva, podendo durar por longos períodos. Essas contrações atingem certas partes do corpo e obrigam a executar movimentos repetitivos de torção ou o permanecimento em posições dolorosas.
Trata-se de uma doença hereditária.
A princípio, existem dois tipos de distonia. Ela ainda pode ser classificada pelo número de partes que afetam o corpo. Dessa forma, quanto ao tipo, ele pode ser:
◾ Distonia primária: quando a distonia é o único sintoma, ou seja, não existe nenhuma outra doença associada;
◾ Distonia secundária: caracteriza-se por ser efeito de outro problema de saúde, como uma infecção ou acidente vascular cerebral. Além disso, pode ser resultado também de uma lesão, como um traumatismo craniano.
Quanto a classificação:
◾ Distonia focal: atinge apenas uma área do corpo;
◾ Distonia segmentar: afeta duas ou mais áreas próximas do corpo;
◾ Distonia generalizada: afeta todo o organismo.
As causas reais e totais ainda não foram totalmente identificadas. Contudo, a causa da distonia primária é de forma geral, hereditária. A distonia generalizada é a forma mais preocupante da doença, com o mais alto grau de convivência e tratamento.
Em geral, em estágios iniciais da Doença de Parkinson, o portador apresenta alguns sintomas de distonia. Estudos também sugerem que quase metade dos pacientes de Parkinson, apresentam, em algum momento, uma forma de distonia.
Antes de mais nada, deve-se descobrir o motivo ou a causa da distonia. A partir disso, há opções de tratamento para alívio dos sintomas. E muitas vezes, se assemelham ao tratamento da Doença de Parkinson. Entre os tratamentos, podemos citar:
◾ Uso de medicamentos, com o objetivo de atenuação;
◾ Estimulação cerebral profunda;
◾ Atividades físicas.
Caso você tenha dúvidas sobre distonia e suas classificações, entre em contato com o Dr. Rubens Cury!